Reajuste

Sinistralidade no plano de saúde: isso justifica o aumento?

Sinistralidade, em termos simples, é quanto da receita do plano foi consumido por despesas assistenciais em um período. Operadoras usam essa ideia para justificar reajuste de contratos coletivos. Um número alto não prova, sozinho, que o seu boleto é ilegal; um número opaco também não prova que seja lícito.

Publicado em 16/09/2026 · Atualizado em 22/09/2026 · Saúde Jurídica

Ilustração sobre reajuste de plano de saúde — Sinistralidade no plano de saúde: isso justifica o aumento?
O primeiro passo costuma ser olhar o boleto com calma e separar o que mudou.

Como aparece no coletivo

A RN 565/2022 menciona sinistralidade em cláusulas de reajuste de certos contratos. O nível tem por base a proporção entre despesas assistenciais e receitas diretas em doze meses, segundo o recorte da norma. Peça a memória. Sem ela, sobra um adjetivo (“a carteira estourou”) no lugar de uma conta.

Arte sobre aumento da mensalidade do convênio — Sinistralidade no plano de saúde: isso justifica o aumento?
Contrato, boletos e o comunicado do aumento ajudam a entender o percentual.
Ilustração para análise do reajuste do plano — Sinistralidade no plano de saúde: isso justifica o aumento?
Quando os papéis estão em ordem, a conversa no WhatsApp fica mais objetiva.

Perguntas frequentes

Sinistralidade de 90% autoriza qualquer reajuste?

Não. Autoriza, no máximo, olhar a cláusula e a conta. O percentual final ainda precisa caber no contrato e, se for pool, no índice único do agrupamento.

Eu usei pouco o plano. Por que sobe?

Coletivo é mutualista. O seu uso individual não congela a mensalidade.

Individual tem sinistralidade?

O teto do individual regulamentado segue metodologia da ANS (VDA, IPCA expurgado etc.), não a sinistralidade do seu CPF.

A empresa pode mentir a sinistralidade?

Não presuma crime. Peça documentos. Se a conta não fecha, aí sim a discussão ganha corpo.

Fontes consultadas

Quer uma análise do seu caso?

Se você tem boleto, carta de reajuste, negativa por escrito, prescrição médica ou contrato, esses documentos ajudam a entender o problema com mais precisão.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta jurídica nem atendimento médico. A análise de cada caso depende do contrato, da documentação, da regulamentação aplicável e das circunstâncias concretas. Não há promessa de resultado.